quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Rede transnacional tinha droga dentro de pêssegos

A Polícia Judiciária deteve suspeitos de participarem numa rede de tráfico de droga transnacional. No âmbito da investigação, foram apreendidos 
214 quilos de cocaína, dentro de latas de pêssego.
A investigação foi iniciada, em novembro de 2010 e foi identificado um grupo organizado, com carácter transnacional, que se dedicava à cintrodução de elevadas quantidades de cocaína desde a América do Sul até ao Continente europeu.


Em comunicado, a PJ explica que, na sequência dessa investigação, foram identificados diversos intervenientes de diferentes nacionalidades o que permitiu em colaboração com as autoridades do Reino de Espanha, nomeadamente a Guardia Civil, desenvolver diligências de investigação conjuntas que foram concluídas com a identificação de diversas situações ilícitas, apreensão de produto estupefaciente e detenção dos suspeitos.

Em Portugal, foram identificados três indivíduos portugueses, que, em sociedade com uma cidadã espanhola, desenvolveram esforços conjuntos para a criação de diversas empresas fachada, nos mais diferentes ramos de atividade, desde a construção civil à importação de bens alimentícios, que viriam a ser utilizadas para proceder às diversas importações de bens desde a América do Sul até ao Continente Europeu.

No entanto, embora fossem utilizadas diversas sociedades comerciais criadas para o efeito em Portugal, o núcleo principal da organização centrava-se em Espanha, onde foram realizadas diversas reuniões com a intenção de preparar e agilizar os mecanismos necessários para proceder às importações lícitas onde viria a ser dissimulado o produto estupefaciente.

Assim, no decorrer deste mês de fevereiro, encontravam-se dois  contentores suspeitos, no Porto de Tarragona, destinados a uma empresa portuguesa, que continham no seu interior uma carga lícita de pêssego enlatado, nos quais as autoridades de Espanha, com a presença de inspetores da PJ apreenderam cerca de 214 quilos de Cocaína.

Os contentores onde se encontrava dissimulada a droga eram provenientes do Panamá e entraram na Europa pelo porto de Tarragona, em Espanha, onde possivelmente seriam desalfandegados para serem remetidos para o seu destino final.

Na continuação da investigação, desenvolvida em Portugal, foram detidos três homens, com idades compreendidas entre os 46 e os 61 anos.
 
Procedeu-se, ainda, à realização de 7 Mandados de Busca e Apreensão tendo sido apreendidos diversos objetos, documentação relacionada com as empresas referenciadas e utilizadas na importação dos bens, telemóveis e computadores, tudo utilizado na preparação e execução dos ilícitos referidos.

Dois detidos ficaram a aguardar julgamento em prisão preventiva e um outro sujeito a apresentações periódicas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012






Plantas medicinais curam e previnem doenças

Irregularidade das batidas do coração, desequilíbrios emocionais e problemas no sistema circulatório melhoram com o uso das ervas. ...
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Muito antes dos nossos avós nascerem o poder das plantas medicinais já era conhecido. O uso dos seus ativos é considerado a forma de medicina mais antiga da civilização humana. Os primeiros registros da sua utilização é do ano 2500 a.C. e o primeiro livro com fórmulas de fitoterapia foi escrito em 2800 a.C., por Nei Jing. “Todos os povos da Antiguidade obtiam a cura por meio de plantas e produtos de origem animal e mineral”, ressalta Paulo Edson Reis Jacob Neto, terapeuta holístico e presidente do Sindicato dos Terapeutas do Estado do Rio de Janeiro (Sinter-RJ). 
Mesmo com o sucesso da indústria farmacêutica no século XX, os benefícios das plantas não foram esquecidos. Muitos estudiosos, médicos, farmacêuticos e herbalistas continuaram a pesquisar a capacidade curativa das plantas. “Pelo menos 80% dos medicamentos industrializados derivam de princípios ativos encontrados em raízes, folhas, caules e flores. Além de propiciar a cura, as plantas tem o poder de promover a saúde e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos”, considera o terapeuta ortomolecular José Airton da Silva, que atua com fitoterapia. 

Silva esclarece que a fitoterapia é a aplicação da ciência moderna, que dá explicações sobre como os ativos das plantas atuam no organismo, a medicina herbal, que identifica os componentes ativos de cada espécie. “O médico francês Henri Leclerc escreveu o livro ‘Sumário da Fitoterapia’, na década de 50, no qual desenvolveu o termo fitoterapia. O reconhecimento da importância desta prática é fundamental para o livro acesso a tratamentos mais naturais e com o menor número possível de efeitos colaterais”, enfatiza o terapeuta, que também trabalha com estética corporal e é membro do Sinter-RJ. 
Com efeitos comprovados e base científica, as plantas medicinais deixaram de ser vistas com desconfiança por quem não conhecia de perto seus benefícios. Paulo lembra que nem tudo o que tem na natureza pode ser considerado uma planta medicinal. Somente as que possuem características que contribuam para a cura de doenças e enfermidades ou que promovam a saúde são incluídas nesta categoria. “As ervas podem ajudar a prevenir doenças, pois fortalecem as defesas naturais que o corpo possui. Chás, cápsulas, ampolas, óleos essenciais, cremes e pomadas são algumas formas de fitoterápicos”, acrescenta Paulo. 
Muitas plantas medicinais podem ser encontradas no quintal de casa – camomila, chá verde, boldo do chile, alecrim, arruda, capim-limão, carqueja, erva-cidreira, hortelã, losna, salsa, sálvia e cânfora são facilmente cultivadas. “Cada erva pode ser indicada para um ou mais problemas de saúde. A camomila, por exemplo, é eficaz para fortalecer o sistema imunológico, combater gripes e resfriados, aliviar espasmos musculares e é um relaxante e calmante natural. Os efeitos dependem do modo do preparo. Chá de camomila com açúcar atua como calmante, enquanto o chá puro possui outros fins”, ensina Paulo. 
Problemas de vesícula podem ser tratados com o uso da alcachofra, enquanto doenças de pele, asma e dificuldades de digestão tem melhora significativa com a alfazema. O alho é benéfico para quem luta contra o colesterol alto e para distúrbios do sistema circulatório o castanheiro-da-índia é o mais indicado. “Até mesmo os batimentos cardíacos melhoram com as plantas medicinais, neste caso o espinheiro-alvar. A erva reduz a irregularidade das batidas do órgão e aumenta o fluxo sanguíneo nas artérias. A adoção de um estilo de vida mais saudável potencializa os benefícios das plantas”, orienta Silva. 
Outras plantas, apesar de terem nomes menos conhecidos, possuem poderosos efeitos sobre o organismo. O óleo de onagra ajuda as mulheres no período de tensão pré-menstrual, já a Tília alivia dores de cabeça, enxaquecas, cólicas abdominais e problemas digestivos. “Infecções urinárias, distúrbios do sono, doenças respiratórias, estresse, ansiedade, cansaço, depressão e inúmeras outras enfermidades podem ser tratadas com as plantas medicinais, desde que um profissional qualificado indique o seu uso, que pode ser feito inclusive em associação com os medicamentos convencionais”, finaliza Paulo. 




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A MADEIRA COMO MAU EXEMPLO PARA APLICAÇÃO DOS FUNDOS EUROPEUS


A chanceler alemã, Angela Merkel, deu na terça-feira a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que naquela região autónoma estas verbas "serviram para construir túneis e auto-estradas, mas não para aumentar a competitividade".

"Quem já esteve na Madeira, pôde ver para onde foram os fundos estruturais europeus. Há muitos túneis e auto-estradas bonitas, mas isso não contribuiu para que haja mais competitividade", observou a chefe do governo alemão, numa palestra proferida perante alunos, na Bela Foundation, em Berlim, noticiada esta noite pela RTP.

Na opinião de Merkel, os referidos fundos devem servir para    apoiar as pequenas e médias empresas, por exemplo, como ficou decidido no recente Conselho Europeu, em Bruxelas, e não mais para construir estradas, pontes e túneis, como sucedeu, na sua opinião, naquela região autónoma portuguesa.

A União Europeia aprovou a distribuição de cerca de 350 mil milhões de euros de fundos estruturais pelos Estados-membros no período entre 2007 e 2013, cabendo a Portugal cerca de 25 mil milhões de euros.

Uma proposta franco-alemã aprovada no Conselho Europeu, no início de Fevereiro, prevê o reencaminhamento dos fundos estruturais que ainda não tenham sido orçamentados para criar mais emprego e crescimento económico, sem prejuízo, no entanto, da verba orçamentada para cada país.

Na mesma palestra, Merkel defendeu ainda uma maior transferência de poderes dos Estados-membros para Bruxelas, para que se possam erradicar as deficiências na construção europeia, "que a crise financeira pôs claramente a descoberto", disse. Admitiu, no entanto, que esta mudança "gerará acesos debates" na União Europeia.

A futura união política que resultar destas alterações terá também de ter uma Comissão Europeia "que funcione como um governo europeu", disse ainda. O Conselho Europeu dos 27 chefes de Estado e de governo funcionará como uma segunda câmara do parlamento, prosseguiu Merkel.

A chanceler alemã voltou também a defender a permanência da Grécia no euro, advertindo, no entanto, que Atenas tem de cumprir os compromissos assumidos com a União Europeia e o FMI para receber um primeiro resgate de 110 mil milhões de euros, e para aceder a um segundo empréstimo de 130 mil milhões de euros.

    segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

    CRISE DO EURO


    Crise do euro

    Grécia e troika num braço de ferro, Juncker ameaça com bancarrota



    <p>Manifestantes e sindicalistas do PAME protestaram neste sábado à porta do primeiro-ministro grego</p>
    Manifestantes e sindicalistas do PAME protestaram neste sábado à porta do primeiro-ministro grego
    es entre o Governo grego e a troika internacional sobre as novas medidas que a Grécia terá de adoptar para receber mais ajuda externa entraram numa fase crítica, disse hoje o ministro das Finanças grego. Evangelos Venizelos queixa-se da pressão dos parceiros de negociação, um processo que, pelo que diz o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, parece mais um braço de ferro.

    “A distância que separa as negociações do bloqueio é muito curta”, afirmou o ministro grego numa declaração à imprensa, depois de ter participado numa teleconferência com os ministros das Finanças do Eurogrupo. Evangelos Venizelos disse que a teleconferência “foi difícil”, adiantando que, “da parte dos parceiros europeus, há muita pressão e impaciência”. “O momento é crucial. Tudo deve estar concluído amanhã [domingo] à noite. Estamos no fio da navalha", disse o mesmo responsável, em declarações citadas pela agência noticiosa Reuters.

    Juncker, por seu lado, diz numa entrevista que será publicada na segunda-feira, na revista alemã Der Spiegel que se a Grécia não avançar com as reformas necessárias, não haverá salvação possível para os gregos. “No caso de chegarmos à conclusão que as culpas são todas da Grécia, não haverá um novo programa [de ajudas], o que significa que em Março se produzirá a declaração de quebra”, afirma Juncker, nessa entrevista cujos excertos foram divulgados por antecipação neste sábado.

    Segundo o ministro das Finanças grego, já há acordo sobre a recapitalização dos bancos, não tendo sido ainda alcançado um consenso sobre a redução dos salários do sector privado e as medidas para reduzir a despesa pública.O governo grego e os banqueiros negoceiam há já três semanas um acordo para um perdão de 100 mil milhões de euros da dívida do país e evitar que este entre em falência. 

    O perdão de parte da dívida grega pelos credores privados está incluído num pacote que abrange a legitimação do segundo programa de resgate de 130 mil milhões de euros, aprovado na cimeira europeia de Outubro e que volta a envolver a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu). 

    O governo grego necessita de fechar o acordo para receber o novo pacote de auxílio antes de 20 de Março, quando terá de reembolsar 14.500 milhões de euros aos detentores da sua dívida pública. Para Jean-Claude Juncker, que também lidera o Governbo do Luxemburgo, a simples possibilidade da insolvência do país deveria “dar aos gregos músculos, ao passo que neste momento apenas dão sinais de paralisia”, lamentando o atraso no processo de privatizações.

    “A Grécia deveria saber que não vamos ceder no tema das privatizações”, advertiu Juncker, destacando o mau contributo que a “existência de elementos corruptos em todos os níveis da administração” dá para a imagem do país.

    Venham que há muitos empregos disponíveis”

    Madalena Queirós 
    06/02/12 20:42
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    O presidente da Câmara de Schwäbisch Hall convida os portugueses a irem para a cidade.
    Dirige a cidade de Schwäbisch Hall há 12 anos, mas antes conheceu o mundo como representante da Fundação Friedrich Ebert . Por causa da falta de mão-de-obra qualificada decidiu convidar jornalistas de países com elevado desemprego para dar a conhecer as oportunidades de emprego. O Diário Económico foi o escolhido em Portugal.
      Porque é que está a apelar aos portugueses para que venham para a sua cidade?
      Sou uma pessoa que viajou por toda a Europa e pelo mundo. Acredito que pessoas de todo o mundo podem viver num local e combinar as suas diferentes culturas e funcionar como uma cidade multinacional onde todos vivam em paz e harmonia juntos. Na Alemanha, o espaço rural é uma zona muito desenvolvida industrialmente. Na cidade de Schwäbisch Hall existem inúmeras oportunidades de trabalho e boas condições de vida, assim como actividades culturais, e poucos sabem que nesta área há oportunidades. Normalmente, os estrangeiros pensam em ir para cidades como Berlim e Munique e nestes casos as taxas de desemprego são elevadas. Ninguém pensa em procurar trabalho em cidades pequenas como esta e é preciso que o comecem a fazer. Há muitos empregos disponíveis e isso tem que ser divulgado nos países que tem elevadas taxas de desemprego.
      Não conseguem os recursos humanos qualificados que necessitam?
      O problema é que o crescimento económico na região foi muito superior ao crescimento da formação da mão-de-obra qualificada. Na nossa cidade já temos trabalhadores de mais de cem países do mundo. Mas a velocidade da imigração não é suficiente para preencher todas as vagas.
      Todos os meses têm mais de duas mil vagas?
      Sim. É um movimento crescente porque temos muitas indústrias que estão a desenvolver-se e mensalmente surgem novos empregos. Actualmente, qualquer desempregado consegue um emprego em três meses.
      É necessário saber alemão?
      Se pensarmos em trabalhadores com uma elevada qualificação como engenheiros, investigadores ou da área de ciência e tecnologia, toda a gente nestas áreas fala inglês. Mas se o trabalho for na indústria de empacotamento ou num sector em que é necessário falar com os colegas, neste caso eles falam alemão. É melhor saber algum alemão, excepto nos empregos que exijam uma elevada qualificação. Mas é preciso aprender alemão. As empresas maiores financiam cursos de alemão para quem queira vir. Mas as mais pequenas não o podem fazer.
      É uma cidade que recebe bem os estrangeiros?
      A Alemanha é um país muito diverso. Sempre teve um grande movimento cultural e tem pessoas de todo o mundo, por isso a integração não só é possível como é fácil.
      E quem venha com a sua família?
      A cidade de Schwäbisch Hall tem todo o tipo de oferta educativa, a começar dos zero aos três anos. Depois, dos três aos seis, temos um apoio especial para o desenvolvimento da língua. Se uma criança for para o jardim-de-infância poderá ter apoio no desenvolvimento da língua.
      Como convidaria um português a vir para cá ? 
      Venham, informem-nos e a administração local dará todo o apoio necessário. Temos os braços abertos e terão oportunidades. E depois poderão regressar a Portugal passado alguns anos, com a tecnologia e o conhecimento alemão e abrir o seu próprio negócio, quem sabe...